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Saúde

Como identificar os sinais do câncer colorretal?

26 de agosto de 2025
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Você já sentiu alterações persistentes no funcionamento do seu intestino e ficou em dúvida se poderia ser algo grave? O câncer colorretal é um dos tipos de câncer mais comuns no mundo e pode afetar tanto o cólon quanto o reto.

Muitas vezes, ele se desenvolve de forma silenciosa, sem sinais evidentes, mas quando detectado precocemente, as chances de cura são muito altas. Por isso, é fundamental conhecer seus sintomas, fatores de risco e formas de prevenção.

O que é câncer colorretal?

O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso, especificamente no cólon ou no reto. Na maioria dos casos, ele se origina de pólipos, que são pequenas lesões na mucosa intestinal e que, com o tempo, podem sofrer alterações e se transformar em câncer.

É uma doença que evolui lentamente, o que torna a detecção precoce essencial para o tratamento eficaz.

Quais os sintomas do câncer colorretal?

Embora possa ser assintomático nos estágios iniciais, o câncer colorretal pode apresentar sinais como:

1. Sangue nas fezes

Pode ser vermelho vivo ou escuro, misturado às fezes ou visível no papel higiênico. É um dos sinais mais frequentes.

2. Alterações no hábito intestinal

Mudança persistente no padrão de evacuação, como diarreia, constipação ou alternância entre ambas.

3. Dor abdominal

Sensação de cólica, desconforto ou dor contínua, que pode variar de leve a intensa.

4. Perda de peso sem causa aparente

Ocorre pela combinação de menor absorção de nutrientes e gasto energético aumentado pela doença.

5. Fezes finas ou em fita

Alteração no formato das fezes devido ao estreitamento do intestino pela presença do tumor.

6. Anemia

Provocada por sangramento crônico, gerando cansaço, palidez e falta de ar.

7. Sensação de evacuação incompleta (tenesmo)

Muito comum quando o tumor está localizado no reto.

Câncer colorretal tem cura?

Sim, especialmente quando diagnosticado no início. O tratamento precoce pode alcançar taxas de cura superiores a 90%

A abordagem costuma envolver cirurgia para retirada do tumor, podendo ser combinada com quimioterapia e/ou radioterapia, dependendo do estágio da doença.

Qual a diferença entre câncer de intestino e câncer colorretal?

O termo “câncer de intestino” é genérico e pode se referir a tumores em qualquer parte do intestino, tanto no intestino delgado quanto no grosso.


Já o câncer colorretal é um subtipo específico de câncer de intestino que afeta exclusivamente o cólon (porção maior do intestino grosso) e o reto (parte final do intestino). 

Ou seja, todo câncer colorretal é um câncer de intestino, mas nem todo câncer de intestino é colorretal.

Como é feito o diagnóstico do câncer colorretal?

O diagnóstico envolve avaliação clínica e exames laboratoriais e de imagem. Entre os exames laboratoriais, destacam-se:

  • Pesquisa de sangue oculto nas fezes: identifica pequenas quantidades de sangue invisíveis a olho nu, útil para triagem.
  • Hemograma completo: detecta anemia causada por sangramentos crônicos.
  • Ferro sérico e ferritina: avaliam reservas de ferro, que podem estar reduzidas em casos de perda de sangue.
  • Marcador tumoral CEA: auxilia no acompanhamento e na resposta ao tratamento, embora não sirva como diagnóstico isolado.

Esses exames ajudam a direcionar a necessidade de investigações mais aprofundadas, como a colonoscopia.

Quais os fatores de risco para câncer colorretal?

  • Idade acima de 50 anos
  • Histórico familiar de câncer colorretal ou pólipos
  • Doenças inflamatórias intestinais (colite ulcerativa, doença de Crohn)
  • Dieta rica em carnes processadas e gorduras
  • Baixa ingestão de fibras
  • Sedentarismo
  • Obesidade
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool

Quem deve fazer exame para câncer colorretal?

  • Pessoas a partir dos 45 anos, mesmo sem sintomas
  • Indivíduos com histórico familiar da doença devem iniciar o rastreamento mais cedo (geralmente 10 anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado)
  • Pacientes com doenças inflamatórias intestinais crônicas
  • Pessoas que apresentem sintomas como sangue nas fezes, anemia inexplicada ou alterações persistentes no hábito intestinal

Colonoscopia detecta câncer colorretal?

 A colonoscopia é o exame mais eficaz para diagnosticar o câncer colorretal, pois permite visualizar diretamente todo o cólon e o reto, identificando lesões suspeitas como pólipos, inflamações ou áreas com alterações na mucosa. 

Durante o procedimento, é possível remover pólipos antes que evoluam para câncer e coletar amostras de tecido para biópsia, que confirma o diagnóstico.

Embora a colonoscopia seja o padrão-ouro, exames laboratoriais ajudam a indicar a necessidade do procedimento. A pesquisa de sangue oculto nas fezes, por exemplo, detecta pequenas quantidades de sangue invisíveis a olho nu e pode revelar sangramentos iniciais causados por tumores. 

O hemograma completo auxilia na detecção de anemia ferropriva, comum em casos de sangramento crônico do intestino. Já a dosagem de ferro sérico e ferritina contribui para confirmar a perda de sangue prolongada, enquanto o marcador tumoral CEA é útil para acompanhamento e monitoramento após o diagnóstico, mas não substitui métodos de triagem.

Essas análises permitem que a indicação da colonoscopia seja mais precisa, inclusive em pacientes sem sintomas evidentes, aumentando as chances de detectar o câncer colorretal precocemente e oferecer um tratamento curativo.

Câncer colorretal tem sintomas silenciosos?

Sim. Em fases iniciais, ele pode não apresentar sintomas perceptíveis, o que reforça a importância dos exames de rastreamento, mesmo em pessoas sem queixas.

Como é o tratamento do câncer colorretal?

O tratamento depende do estágio da doença e pode incluir:

  • Cirurgia: remoção do tumor e, quando necessário, de parte do intestino e linfonodos próximos.
  • Quimioterapia: indicada para reduzir o risco de recidiva ou tratar a doença avançada.
  • Radioterapia: utilizada principalmente em tumores localizados no reto, antes ou depois da cirurgia.
  • Terapias-alvo e imunoterapia: em casos específicos, conforme características genéticas do tumor.

Câncer colorretal é hereditário?

Pode ser. Cerca de 5% a 10% dos casos estão ligados a síndromes hereditárias, como a polipose adenomatosa familiar e a síndrome de Lynch. Nessas situações, o risco de desenvolver a doença ao longo da vida é significativamente maior.

Qual a taxa de sobrevivência do câncer colorretal?

A taxa de sobrevivência varia conforme o estágio no momento do diagnóstico.
Quando identificado precocemente, a sobrevida em cinco anos pode ultrapassar 90%. Já em estágios avançados, essa taxa diminui, reforçando a importância do rastreamento e da detecção precoce.

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