Você recebeu um pedido médico com o exame VHS e ficou com dúvidas sobre o que ele avalia? Esse é um dos exames mais utilizados para investigar processos inflamatórios no organismo, e entender o que ele revela pode ajudar você a acompanhar sua saúde com mais tranquilidade.
VHS é a sigla para Velocidade de Hemossedimentação. É um exame de sangue que mede a velocidade com que as hemácias (glóbulos vermelhos) se depositam no fundo de um tubo de ensaio, em uma hora. Essa velocidade tende a aumentar quando há processos inflamatórios no organismo, o que torna o VHS um marcador indireto de inflamação.
O exame VHS serve para ajudar o médico a identificar e acompanhar processos inflamatórios ou infecciosos no corpo. Ele é bastante utilizado na investigação de doenças reumatológicas, infecções e outras condições inflamatórias, além de ser usado para acompanhar a evolução de tratamentos.
Um VHS elevado indica que existe algum processo inflamatório ou infeccioso em curso no organismo. As causas podem variar bastante: infecções, doenças autoimunes, doenças reumatológicas, entre outras condições. Como é um exame pouco específico, ele não aponta sozinho qual é a causa, apenas sinaliza que algo pode estar acontecendo e merece investigação.
Os valores de referência variam conforme idade e sexo, mas, de forma geral, costumam ficar entre 0 e 15 mm/h para homens e entre 0 e 20 mm/h para mulheres, podendo aumentar naturalmente com a idade. O laudo do exame sempre traz os valores de referência específicos utilizados pelo laboratório, e a interpretação deve ser feita pelo médico.
Não. O VHS é um exame pouco específico, e diversas situações do dia a dia podem alterá-lo, incluindo infecções simples, gripes, gestação e até o próprio envelhecimento. Um resultado alterado indica a necessidade de investigação, mas não significa, isoladamente, que existe uma doença grave.
Tanto o VHS quanto a PCR (Proteína C Reativa) são exames que ajudam a identificar processos inflamatórios, mas funcionam de formas diferentes. A PCR responde mais rapidamente a mudanças no organismo, subindo e descendo em poucas horas, enquanto o VHS tem uma resposta mais lenta, levando alguns dias para se alterar e para normalizar. Por isso, os dois exames costumam ser usados de forma complementar.
O VHS não é um exame específico para detectar câncer. Ele pode estar elevado em alguns casos de doenças oncológicas, mas essa elevação também ocorre em uma ampla variedade de condições não relacionadas ao câncer, como infecções e doenças inflamatórias. Por isso, ele não deve ser interpretado como exame de rastreamento oncológico.
Sim, essa é justamente a principal utilidade do exame: sinalizar a presença de processos inflamatórios ou infecciosos no organismo. A partir de um VHS alterado, o médico costuma solicitar exames complementares para identificar a origem exata da alteração.
Sim, o exame de VHS pode ser realizado em crianças, sendo útil na investigação de infecções, doenças inflamatórias e outras condições pediátricas. Os valores de referência para essa faixa etária são diferentes dos valores utilizados para adultos, e devem ser avaliados pelo pediatra.
O exame é simples: uma amostra de sangue é coletada do braço do paciente, da mesma forma que em outros exames de rotina. Não costuma ser necessário jejum, mas é sempre importante seguir a orientação da unidade de coleta ou do médico responsável.
O VHS costuma ser solicitado junto com outros exames que ajudam a investigar processos inflamatórios e infecciosos. Para entender melhor esse tipo de acompanhamento, vale a pena conferir também nosso conteúdo sobre o PCR ultrassensível e como ele detecta inflamação antes dos sintomas aparecerem. Se o seu check-up também investiga a saúde do fígado, leia sobre a Gama GT e o que ela revela.
No Laboratório Dom Bosco, você conta com exames precisos e uma equipe pronta para te ajudar a entender cada resultado com clareza e cuidado.
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