O ácido fólico é uma das vitaminas mais discutidas no contexto da saúde feminina, especialmente durante a gestação. Mas sua importância vai muito além da gravidez. Homens, mulheres e pessoas de todas as idades precisam de níveis adequados dessa vitamina para manter o funcionamento celular, a saúde cardiovascular e a prevenção de doenças.
Neste artigo, você vai entender o que é o ácido fólico, para que serve, quem precisa suplementar e como o exame de sangue pode revelar se seus níveis estão adequados.
O ácido fólico é a forma sintética da vitamina B9, também chamada de folato na sua versão natural encontrada nos alimentos. É uma vitamina hidrossolúvel do complexo B, o que significa que o organismo não consegue armazená-la em grandes quantidades e precisamos consumi-la regularmente.
Suas funções essenciais incluem a síntese e reparo do DNA, sendo fundamental para a multiplicação e renovação de todas as células do organismo. Junto com a vitamina B12, atua na produção de hemácias saudáveis. É essencial para o desenvolvimento fetal, especialmente para o fechamento do tubo neural do bebê nas primeiras semanas de gestação. Contribui para o metabolismo da homocisteína, reduzindo os níveis desse aminoácido associado ao risco cardiovascular, e colabora para o funcionamento adequado do sistema nervoso.
Folato é a forma natural da vitamina B9, presente nos alimentos. Ácido fólico é a versão sintética, produzida em laboratório e usada em suplementos e em alimentos industrializados fortificados. Ambas exercem as mesmas funções no organismo, mas o ácido fólico sintético é absorvido com mais facilidade, com cerca de 85% de biodisponibilidade contra 50% do folato alimentar.
Existe ainda o metilfolato, a forma ativa e biologicamente disponível da vitamina. Para pessoas com mutação no gene MTHFR, condição relativamente comum na população, o metilfolato pode ser melhor absorvido do que o ácido fólico convencional.
A deficiência de ácido fólico pode se manifestar de formas variadas, incluindo cansaço intenso e fraqueza, palidez e falta de ar como sinais de anemia megaloblástica, irritabilidade e dificuldade de concentração, perda de apetite, queda de cabelo, feridas na boca, alterações de humor e sintomas de depressão, diarreia e perda de peso sem causa aparente.
Em gestantes, a deficiência pode causar defeitos sérios no desenvolvimento do bebê, mesmo sem sintomas evidentes na mãe.
As principais fontes naturais de folato são vegetais folhosos verdes como espinafre, couve, rúcula, brócolis e alface, leguminosas como feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha, frutas como laranja, manga, abacate e banana, fígado bovino e de frango, ovos, e alimentos industrializados enriquecidos, como farinhas de trigo e milho, pães, massas e cereais matinais. No Brasil, a fortificação é obrigatória por lei desde 2002.
O cozimento excessivo destrói parte do folato presente nos alimentos. Prefira preparações com legumes cozidos ao dente ou consumidos crus sempre que possível.
O ácido fólico é considerado um dos nutrientes mais críticos para a saúde gestacional. Nas primeiras semanas de gravidez, frequentemente antes mesmo de a mulher saber que está grávida, o tubo neural do bebê começa a se formar. Esse tubo dará origem ao cérebro e à medula espinhal.
A deficiência de ácido fólico nesse período crítico aumenta significativamente o risco de defeitos do tubo neural, como a espinha bífida e a anencefalia. Essas condições podem causar paralisia, comprometimento neurológico grave e, em casos mais severos, inviabilidade fetal.
Além disso, níveis adequados de ácido fólico estão associados à menor incidência de parto prematuro, baixo peso ao nascer e complicações na placenta.
A recomendação das principais diretrizes obstétricas é iniciar a suplementação pelo menos 1 a 3 meses antes da concepção e manter até pelo menos o fim do primeiro trimestre, na 12ª semana de gestação. Isso garante que os estoques da vitamina estejam adequados já no momento em que o tubo neural se forma, entre o 25º e o 28º dia após a fertilização.
A dose padrão recomendada é de 400 mcg por dia para mulheres sem fatores de risco. Para mulheres com histórico de defeitos do tubo neural em gestações anteriores, com epilepsia em tratamento com anticonvulsivantes ou com mutação no gene MTHFR, a dose pode ser maior, sempre conforme orientação médica.
Sim. O ácido fólico participa da síntese de DNA em todas as células do organismo, inclusive nos espermatozoides. Estudos mostram que níveis adequados de folato estão associados à melhor qualidade do esperma, com menor incidência de anomalias cromossômicas. Para casais que planejam engravidar, a suplementação conjunta pode ser benéfica.
O exame é chamado de folato sérico ou dosagem de ácido fólico sérico, realizado por coleta de sangue em jejum. Em alguns casos, o médico pode solicitar também a dosagem de folato eritrocitário, que mede os estoques de folato dentro dos glóbulos vermelhos, refletindo o status nutricional de semanas anteriores.
O exame é frequentemente solicitado junto com a dosagem de vitamina B12, pois as duas vitaminas atuam em conjunto e suas deficiências podem se mascarar mutuamente.
Sim. A deficiência de ácido fólico causa anemia megaloblástica, condição em que os glóbulos vermelhos se tornam maiores do que o normal e menos eficientes no transporte de oxigênio. Os sintomas incluem cansaço intenso, palidez, falta de ar e taquicardia. O diagnóstico é feito pelo hemograma associado à dosagem de folato e B12.
Sim. Níveis baixos de folato estão associados a maior incidência de depressão, declínio cognitivo e demência. O ácido fólico participa da síntese de neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina, substâncias diretamente ligadas ao humor e ao funcionamento cerebral. Além disso, a deficiência eleva os níveis de homocisteína, que em excesso causa danos às células nervosas e aos vasos sanguíneos cerebrais.
Gestantes e mulheres em planejamento gestacional estão no topo do grupo de risco. Pessoas com dieta pobre em vegetais e leguminosas, usuários de álcool, pois o álcool interfere na absorção e no metabolismo do folato, pacientes com doenças intestinais como Crohn, celíaca ou síndrome do intestino irritável, pessoas em uso de certos medicamentos como metotrexato, sulfassalazina e anticonvulsivantes, pessoas com mutação no gene MTHFR e idosos com menor ingestão alimentar e menor capacidade de absorção também fazem parte desse grupo.
Para a população geral, a dosagem pode ser feita como parte do check-up anual. Para gestantes, mulheres em planejamento reprodutivo, pacientes com doenças intestinais e pessoas em uso de medicamentos que interferem no metabolismo do folato, a frequência de monitoramento deve seguir a orientação do médico assistente.
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