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NIPT: o que é, para que serve e quando fazer na gravidez

5 de agosto de 2026
NIPT: o que é, para que serve e quando fazer na gravidez

A gravidez traz consigo uma série de cuidados e exames importantes para acompanhar a saúde da mãe e do bebê. Entre eles, o NIPT tem ganhado cada vez mais espaço nos consultórios obstétricos por oferecer informações valiosas de forma segura e não invasiva. Se você está grávida ou planejando engravidar, entender o que é esse exame pode ajudar a conversar com mais segurança com o seu médico.

O que é o exame NIPT?

NIPT é a sigla para Non-Invasive Prenatal Testing, ou Teste Pré-Natal Não Invasivo. Trata-se de um exame de sangue realizado na gestante que analisa fragmentos do DNA do bebê presentes na circulação materna, permitindo rastrear possíveis alterações cromossômicas sem qualquer risco para a gravidez.

Para que serve o NIPT?

O NIPT serve principalmente para rastrear alterações cromossômicas no bebê ainda durante a gestação, oferecendo à gestante e ao médico mais informações para o acompanhamento pré-natal e para o planejamento dos próximos passos, caso alguma alteração seja identificada.

Como o NIPT é feito?

O procedimento é simples: uma amostra de sangue é coletada do braço da gestante, assim como em qualquer outro exame de rotina. Não é necessário jejum nem qualquer preparo especial. A partir dessa amostra, o laboratório analisa o DNA fetal livre circulante no sangue materno.

Quando fazer o exame NIPT na gravidez?

O NIPT pode ser realizado a partir da 10ª semana de gestação, podendo ser feito em qualquer momento após esse período. Por não representar riscos à gravidez, não há um prazo limite rígido, mas quanto antes for feito, mais cedo a gestante e o médico têm acesso às informações para o acompanhamento pré-natal.

NIPT detecta quais doenças?

O exame rastreia as principais trissomias cromossômicas, como a trissomia do cromossomo 21 (síndrome de Down), do cromossomo 18 (síndrome de Edwards) e do cromossomo 13 (síndrome de Patau). Versões ampliadas do exame também podem rastrear alterações nos cromossomos sexuais e outras variações cromossômicas.

Qual a diferença entre NIPT básico e ampliado?

O NIPT básico rastreia as trissomias mais comuns e de maior relevância clínica (21, 18 e 13). Já o NIPT ampliado inclui a análise de outras alterações cromossômicas, como variações nos cromossomos sexuais e microdeleções, oferecendo um rastreamento mais abrangente. A indicação de qual versão realizar deve ser feita pelo médico, de acordo com o histórico e as necessidades de cada gestação.

NIPT identifica o sexo do bebê?

Sim. Como o exame analisa o DNA fetal, incluindo os cromossomos sexuais, é possível identificar o sexo do bebê com alta precisão, geralmente como uma informação complementar ao resultado principal.

Quem deve fazer o exame NIPT?

O NIPT pode ser indicado para qualquer gestante que deseje rastrear alterações cromossômicas de forma não invasiva, mas costuma ser especialmente recomendado para gestantes acima de 35 anos, com histórico familiar de alterações cromossômicas, resultado alterado em exames de imagem ou outros exames de rastreamento pré-natal.

NIPT é seguro para a mãe e o bebê?

Sim. Por ser realizado a partir de uma simples coleta de sangue da mãe, o NIPT não oferece nenhum risco à gestação, diferente de exames invasivos como a amniocentese, que envolvem a coleta de líquido amniótico.

NIPT substitui a amniocentese?

Não. O NIPT é um exame de rastreamento, e não de diagnóstico definitivo. Ele indica a probabilidade de alterações cromossômicas, mas, caso o resultado aponte algum risco aumentado, a amniocentese ou outro exame invasivo pode ser solicitado pelo médico para confirmação diagnóstica.

Qual a precisão do exame NIPT?

O NIPT tem alta precisão para rastrear as principais trissomias, especialmente a trissomia do 21, com índices de detecção superiores a 99% em muitos estudos. Ainda assim, por ser um exame de rastreamento, ele não substitui a confirmação diagnóstica em casos de resultado alterado.

NIPT pode ser feito em gestação gemelar?

Sim, o NIPT também pode ser realizado em gestações gemelares, embora a precisão e as particularidades da análise possam variar em relação à gestação única. O médico responsável pelo pré-natal é quem deve avaliar a indicação mais adequada para cada caso.

Cuide do seu pré-natal com quem entende do assunto

O acompanhamento durante a gravidez vai muito além de um único exame. Hormônios como FSH e LH, a avaliação da reserva ovariana com o hormônio anti-mülleriano (AMH) e exames genéticos, como o cariótipo, também fazem parte da jornada de muitas mulheres antes e durante a gestação. Conheça outros conteúdos do nosso blog sobre saúde da mulher e fertilidade, e converse com seu médico sobre quais exames fazem sentido para o seu momento.

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