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Vitamina D baixa: sintomas, riscos e como dosar

4 de maio de 2026
Vitamina D baixa: sintomas, riscos e como dosar

Estima-se que cerca de 40% dos brasileiros apresentem níveis inadequados de vitamina D, um número que surpreende especialmente em um país com tanta exposição solar ao longo do ano. Mas a realidade é que o estilo de vida moderno, o uso de protetor solar e a rotina em ambientes fechados criaram uma epidemia silenciosa de deficiência dessa vitamina essencial.

Neste artigo, você vai entender o que é a vitamina D, como ela é produzida, quais os sintomas da deficiência, os riscos associados e como fazer o exame para saber se seus níveis estão adequados.

O que é a vitamina D e para que ela serve?

Apesar do nome, a vitamina D funciona mais como um hormônio do que como uma vitamina. Ela é produzida pelo próprio organismo a partir da exposição da pele à radiação ultravioleta B (UVB) do sol e atua em praticamente todos os tecidos do corpo.

Suas principais funções incluem:

  • Saúde óssea: regula a absorção intestinal de cálcio e fósforo, sendo fundamental para a formação e manutenção dos ossos e prevenção de doenças avaliadas em exames como os de check-up laboratorial completo
  • Sistema imunológico: participa da regulação da resposta imune, reduzindo o risco de infecções e doenças autoimunes
  • Saúde muscular: contribui para a força muscular e a prevenção de quedas, especialmente em idosos
  • Equilíbrio hormonal: influencia a produção de hormônios como testosterona, estrogênio e insulina, podendo ser acompanhada em exames hormonais
  • Saúde mental: está relacionada à síntese de serotonina e dopamina, neurotransmissores ligados ao humor e frequentemente investigados em quadros como depressão
  • Proteção celular: níveis adequados estão associados à menor incidência de alguns tipos de câncer

Quais são os sintomas da falta de vitamina D?

A deficiência de vitamina D frequentemente não causa sintomas evidentes, especialmente nas fases iniciais. Quando os sintomas aparecem, podem incluir:

  • Cansaço e fadiga persistente, mesmo após descanso adequado
  • Dores nos ossos e nas articulações
  • Fraqueza muscular
  • Humor deprimido ou episódios de tristeza sem causa aparente
  • Infecções frequentes, como gripes, resfriados e outras infecções respiratórias
  • Queda de cabelo acima do normal
  • Dificuldade de cicatrização
  • Dores de cabeça recorrentes

Como esses sintomas são inespecíficos, a deficiência frequentemente passa despercebida sem a realização do exame de sangue, geralmente incluído em um check-up laboratorial completo.

Como o corpo produz vitamina D?

A produção de vitamina D começa na pele. Quando os raios UVB atingem o tecido cutâneo, uma reação química transforma o colesterol em pré-vitamina D3. Essa substância é então processada pelo fígado e pelos rins para se tornar a forma ativa da vitamina, o calcitriol, que atua em todo o organismo.

Apenas cerca de 20% das necessidades de vitamina D podem ser obtidas pela alimentação. Os outros 80% dependem da exposição solar.

Quanto tempo de sol é necessário para produzir vitamina D?

A resposta varia conforme o horário, a estação do ano, a latitude, o tom de pele e a área do corpo exposta. De forma geral, para adultos de pele clara em regiões tropicais como o Brasil:

  • 10 a 20 minutos de exposição solar direta nos braços e pernas, sem protetor solar, entre 10h e 15h, já são suficientes para uma produção razoável de vitamina D
  • Pessoas com pele mais escura precisam de um tempo maior de exposição, pois a melanina reduz a síntese da vitamina
  • O uso de protetor solar, roupas cobrindo o corpo e a exposição através do vidro não produzem vitamina D

Quais alimentos são fontes de vitamina D?

A alimentação contribui pouco para os níveis de vitamina D, mas algumas fontes se destacam:

  • Peixes gordurosos, como salmão, atum, sardinha e cavala
  • Óleo de fígado de bacalhau
  • Gema de ovo
  • Fígado bovino
  • Alimentos fortificados, como alguns leites, margarinas e cereais matinais

A quantidade presente nos alimentos raramente é suficiente para suprir as necessidades diárias sem complementação solar ou suplementar.

Como saber se estou com deficiência de vitamina D?

A única forma de confirmar os níveis de vitamina D é por meio de um exame de sangue. Os sintomas, quando presentes, são inespecíficos e podem ter várias outras causas, como alterações hormonais ou doenças investigadas em exames laboratoriais de rotina.

Por isso, somente o resultado laboratorial permite ao médico avaliar a situação e orientar o tratamento ou suplementação adequados, sendo ele o profissional responsável por solicitar os exames e interpretar os resultados de forma individualizada.

Qual exame mede os níveis de vitamina D no sangue?

O exame é chamado de dosagem de 25-hidroxivitamina D, ou 25-OH vitamina D. Ele mede a principal forma circulante da vitamina no sangue, sendo o melhor indicador dos estoques do organismo. A coleta é feita por punção venosa simples, geralmente no braço.

Qual é o valor normal de vitamina D no exame de sangue?

Os valores de referência mais utilizados são:

  • Deficiência: abaixo de 20 ng/mL
  • Insuficiência: entre 20 e 29 ng/mL
  • Suficiência: entre 30 e 100 ng/mL
  • Toxicidade potencial: acima de 100 ng/mL

Muitos especialistas consideram que o nível ideal para uma saúde ótima está entre 40 e 60 ng/mL, embora os valores de referência laboratoriais possam variar.

Vitamina D baixa pode causar depressão e cansaço?

Sim. A vitamina D participa da síntese de serotonina e dopamina, neurotransmissores diretamente ligados ao bem-estar, ao humor e à motivação. Estudos mostram associação entre deficiência de vitamina D e maior incidência de depressão, fadiga crônica e alterações cognitivas.

O cansaço é um dos sintomas mais relatados por pessoas com deficiência documentada.

Quem tem mais risco de ter vitamina D baixa?

Alguns grupos apresentam maior risco:

  • Idosos, pois a pele produz menos vitamina D com o envelhecimento
  • Pessoas com pele mais escura, devido à menor síntese cutânea
  • Pessoas que trabalham em ambientes fechados ou têm pouca exposição solar
  • Obesos, pois a vitamina D fica armazenada no tecido adiposo
  • Pacientes com doenças intestinais, que comprometem a absorção e exigem acompanhamento com exames de saúde intestinal
  • Mulheres na menopausa, fase com maior risco de osteoporose
  • Grávidas e lactantes, devido ao aumento das necessidades

Vitamina D baixa aumenta o risco de câncer?

Pesquisas apontam associação entre níveis baixos de vitamina D e maior incidência de alguns tipos de câncer, como cólon, mama, próstata e pulmão. A vitamina D influencia mecanismos de controle do crescimento celular, morte celular programada e inibição da formação de novos vasos sanguíneos tumorais.

Embora a relação de causalidade ainda seja estudada, manter níveis adequados faz parte de uma estratégia de saúde preventiva.

Com que frequência devo dosar a vitamina D?

Para pessoas sem fatores de risco, a dosagem anual é suficiente como parte do check-up anual de exames laboratoriais.

Para grupos de risco ou pessoas em suplementação, o médico pode recomendar monitoramento semestral para ajuste da dose e acompanhamento da resposta ao tratamento.

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