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Ácido úrico alto: o que o exame revela sobre sua saúde e quando se preocupar

20 de maio de 2026
Ácido úrico alto: o que significa, riscos e como tratar

Se você já teve uma dor súbita e intensa nas articulações, especialmente no dedão do pé, sabe o quanto pode ser incapacitante. Esse é um dos sinais mais conhecidos do ácido úrico elevado, condição chamada de hiperuricemia. Mas o ácido úrico alto vai muito além da gota: ele está associado a doenças renais, síndrome metabólica, hipertensão e risco cardiovascular aumentado.

Neste artigo, você vai entender o que é o ácido úrico, como interpretar seu exame, o que pode estar causando o aumento e o que fazer a respeito.

O que é ácido úrico e como ele é produzido pelo organismo?

O ácido úrico é o produto final da degradação das purinas, substâncias presentes naturalmente em muitos alimentos e também produzidas pelo próprio organismo durante a renovação celular. Em condições normais, é eliminado pelos rins e excretado na urina. Quando essa eliminação falha, seja por excesso de produção ou por redução da função renal, os níveis no sangue sobem.

Qual é o valor normal de ácido úrico no exame de sangue?

Os valores de referência variam conforme o sexo. Em homens, o normal fica entre 3,5 e 7,2 mg/dL; em mulheres, entre 2,6 e 6,0 mg/dL. Valores acima dessas faixas caracterizam a hiperuricemia, que pode ser assintomática por anos antes de causar qualquer manifestação clínica.

Ácido úrico alto sempre causa gota?

Não. A gota ocorre quando cristais de urato monossódico se depositam nas articulações, gerando crises de inflamação intensa, vermelhidão e inchaço. Porém, nem todo paciente com ácido úrico alto vai desenvolver gota. Muitos permanecem assintomáticos do ponto de vista articular e só descobrem o problema durante um exame de rotina.

Quais são os sintomas de ácido úrico elevado?

Na maioria dos casos, a hiperuricemia não causa sintomas. Quando presente, a crise de gota é o sinal mais típico: dor intensa e súbita, geralmente à noite, com inchaço, calor e vermelhidão na articulação afetada. Tofos, que são depósitos de urato sob a pele, podem aparecer em casos crônicos não tratados.

Ácido úrico alto aumenta o risco de doenças renais?

Sim. A deposição de urato nos tecidos renais pode comprometer progressivamente a função dos rins. Além disso, a nefrolitíase por urato, a formação de cálculos renais compostos por ácido úrico, é uma complicação real e dolorosa para quem tem hiperuricemia sem controle. Vale acompanhar também com o exame de ureia, que avalia diretamente a saúde renal. 

Qual a relação entre ácido úrico e síndrome metabólica?

O ácido úrico elevado aparece com frequência em pacientes com obesidade abdominal, resistência à insulina, triglicerídeos altos e HDL baixo, o chamado quarteto da síndrome metabólica. Isso torna o exame relevante não apenas para quem tem sintomas articulares, mas para qualquer pessoa em acompanhamento metabólico. Pacientes com PCR ultrassensível elevado também costumam apresentar ácido úrico alterado, pois ambos refletem um estado inflamatório crônico. 

O que comer (e evitar) para reduzir o ácido úrico?

Alimentos ricos em purinas contribuem para o aumento dos níveis: carnes vermelhas, miúdos, frutos do mar, bebidas alcoólicas (especialmente cerveja) e refrigerantes com frutose. Uma dieta com mais vegetais, laticínios com baixo teor de gordura, cereais integrais e boa hidratação favorece a eliminação renal do composto.

Ácido úrico baixo também é um problema?

Sim, embora seja menos discutido. Valores muito baixos de ácido úrico podem estar associados a deficiências nutricionais, doença de Wilson ou uso de determinados medicamentos. Se o resultado estiver abaixo do valor de referência, a orientação médica é igualmente necessária.

Quais exames devem ser pedidos junto com o ácido úrico?

O ácido úrico costuma ser solicitado junto com creatinina, ureia, perfil lipídico (incluindo HDL e LDL) e glicemia em jejum, formando um painel metabólico completo. Quando há suspeita de inflamação crônica associada, o PCR ultrassensível também é indicado.

Com que frequência devo dosar o ácido úrico?

Para pessoas sem fatores de risco, uma vez ao ano é suficiente dentro do check-up de rotina. Para quem já tem histórico de gota, doença renal ou síndrome metabólica, o médico pode indicar dosagens mais frequentes para monitorar a evolução e a resposta ao tratamento.

Faça o exame de ácido úrico no Laboratório Dom Bosco

O ácido úrico elevado é um marcador que merece atenção, mesmo na ausência de sintomas. Por ser silencioso na maioria dos casos, só é detectado por meio de exames laboratoriais regulares. Se você tem histórico de gota, doença renal, síndrome metabólica ou simplesmente quer monitorar sua saúde de forma preventiva, incluir a dosagem de ácido úrico no seu check-up é uma decisão inteligente. No Laboratório Dom Bosco, você agenda seu exame com facilidade, presencialmente ou por coleta domiciliar, com resultados ágeis e segurança laboratorial.

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